quarta-feira, 17 de junho de 2015

Peer pressure.

Vamos lá ser todos uns homenzinhos e admitir de uma vez por todas que muitas vezes só lavamos as mãos depois de ir dar uma mijinha, se estiver mais alguém no WC e não queremos passar por uns javardões.

Vá lá, não me deixem ficar mal.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Sabes que estás velho quando...

a) Vais mais cedo para um evento para teres lugar onde estacionar o carro;
 
b) Não vais à praia à "hora do calor" porque faz mal;
 
c) Comes legumes porque gostas e não porque te obrigam;
 
d) Os teus encontros com os amigos são "jantaradas" e não "futeboladas";
 
e) Preferes mil vezes passar a noite num bar/pub com os amigos a conversar e a virar umas imperiais, em vez de ir para o Urban ver miúdas alcoolizadas e dar 5 euros por um vodka ananás;
 
f) Ouves as bandas que os teus pais ouviam quando eras puto e perguntas-te a ti próprio como é que nunca tinhas ligado nenhuma àquilo;
 
g) Procupas-te com o colesterol e com a próstata;
 
h) Já olhas de lado quando alguém que não conheces te trata por "tu";
 
i) Já não podes concorrer a certos empregos porque já não és "júnior";
 
j) Nunca um soninho depois de almoço te soube tão bem.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Coisas que me irritam - II

A mania dos Doutores e Engenheiros.
 
Aquele portuguesinho que usa o "título" académico para se apresentar, ou para assinar cartas, emails, e afins.
 
"Muito prazer, o meu nome é Dr. António Sottomayor e Burnay (nome escolhido ao caso, não se pretende ferir susceptibilidades)". A sério? Chamas-te Dr.? Nome do caraças, digo-te já.
 
Ou então a assinatura do email, com o nome e o correspondente título, seguido do "PHD", ou "Doutor em Direito". Já agora, porque não metem também os centímetros da pila?

terça-feira, 9 de junho de 2015

O casamento da Cinderela, ou o sonho de uma vida.

Sempre tive a ideia que grande parte das mulheres passam a infância, a adolescência e a vida adulta – ou seja, a vida toda – a sonhar e a idealizar o casamentos dos seus sonhos. O Facebook só veio confirmar a minha tese, o que, de certa forma, me deixa algo agradado, uma vez que gosto sempre de ter razão. E neste caso tenho mesmo.
 
Há miúdas lá da minha rede social que têm orgasmos com a perspectiva do casamento que se avizinha. Aliás, ponho as mãos no fogo em como toda a idealização e planificação do casório lhes dará mais prazer que a própria noite de núpcias. Mas isso já são contas de outro rosário.

O certo é que, uma vez pedidas em casamento – após meses, quiçá anos, de pressão psicológica sobre a outra parte, mesmo que inconsciente – o Facebook destas meninas passa a ser um verdadeiro estendal da Penhalta Novias: um gajo mesmo que não queira, leva com a quinta que foi escolhida para o festim, com os arranjos florais, com o cachucho no dedo, com os centros de mesa, com a toilette das damas de honor, e com uma panóplia de cenas que nem eu imaginava ser possíveis que fizessem parte de todo o processo.

E depois, claro: o vestido da noiva. São dezenas, aliás, CENTENAS de fotos da menina – após o casamento, claro, que não se devem quebrar tradições – em todas as poses possíveis e imaginárias, a demonstrar o quão realizada e feliz da vida está por passar a partilhar a vida com o Tomané que aparece em meia dúzia de fotos, não passando de um mero acessório no meio disto tudo, o qual passou a despedida de solteiro no Vale de Santarém e como não quer a coisa saiu da Kikas com Cartão de Cliente Gold. Mas o que interessa é que a moçoila casou! O facto de ela vir a descobrir que o Tomané padece de uma DST amavelmente cedida por uma moldava, é apenas um mero pormenor, bem como o facto de o casamento apenas durar quatro meses, pois o Tomané é fraco de carnes e a coisa ficou difícil quando a colega de trabalho lhe encostou uma pistola à cabeça e o obrigou a ter relações sexuais em cima da mesa da sala de reuniões.

Mas tem fotos para por no Facebook e isso é que é importante.

P.S.: É só de mim, ou a maior parte das damas de honor são sempre grandes tramnbolhos? Parece sempre que escolhem as feias. Deve ser para não ficarem tristes.

 

domingo, 7 de junho de 2015

Bater as bolas.

Tenho um amigo que afirma só gostar de ténis feminino, por causa "dos gritos das gajas quando batem as bolas".

Dixit.

E é o que temos...

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Putaria.

Hoje em dia, com a crescente proliferação da moda beto-hipster (no fundo, e se pensarem bem, acaba por haver uma convergência), assistimos a um incrível fenómeno, especialmente ali para os lados do Príncipe Real: os estabelecimentos comerciais com o sufixo "-ria". Passo a explicar.
 
Ele é hamburgueria, cervejaria, peixaria, iogurteria, cevicheria (que merda é esta?! mas existe, vi isto hoje enquanto vinha no autocarro para o trabalho), e mais uma data de mariquices pseudo-ins nas quais um gajo paga um balúrdio e não come nada de especial. Ok que eu tenho um "de" no meio de dois apelidos, mas mesmo assim prefiro uma boa tasca onde coma que nem um javardo e pague pouco. Coisas minhas.
 
O que me reconduz para uma dúvida existencial, para o caso de eu decider armar-me em empreendedor e iniciar um negócio: imaginem que eu queria abrir uma "casa de massagens" no Príncipe Real. Como iria chamá-la? Putaria? Com prestação de serviços gourmet?
 
Será que teria saída e viria na Time Out? Fica a ideia.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ajudem o infoexcluído.

Alguém sabe como retirar aquela treta do "prove que não é um robot" dos comentários?

Agradecido.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Curtas.

Sabes que é tarde demais quando, a meia da noite, no escuro e sem lentes de contacto, te levantas para dar uma mijinha, e em vez de ouvir o som da loiça, ouves outro completamente diferente que muito provavelmente é o da tampa da sanita.

Percebo tanto de ténis como de física quântica.

Até há bem pouco tempo, pensava que o Wawrinka era uma mulher. Que culpa tenho eu que arranjem nomes de gaja?

segunda-feira, 1 de junho de 2015

As vozes na minha cabeça ou como estou próximo do burnout.

Sou um cobardolas, é a conclusão a que chego todos os dias, fruto dos meus diálogos-que-só-acontecem-na-minha-cabeça-mas-que-deviam-ter-lugar-na-vida-real.

Dou um exemplo de uma dessas situações vivenciadas no dia-a-dia: vou no elevador do prédio onde trabalho, que para num andar para um engravatadinho afectado como eu entrar. Sou apologista e acérrimo defensor de que quem entra ou chega a um sítio, deve cumprimentar os que já lá se encontram. O que é que o gajo faz? Nada. Entra mudo e sai calado, mantendo aquele seu ar enconado de forma permanente, como se todo o mundo lhe devesse e ninguém lhe pagasse.

O que é nesse momento passa na minha cabeça? "Boa tarde para ti também ó filho da puta, e se fosses para a real putinha que te pariu mais a tua educação burguesa de merda?".

E o que é que eu faço? Nada. Olho para o espelho para ver se estou com um aspecto minimamente decente e vou-me embora quando o elevador chega ao destino.

(sim, estou a roçar o burnout)